Audiovisual

Ministra participa da cerimônia de entrega do Projeto de Lei que cria a SPCine

publicado: 31/10/2013 17h35,
última modificação: 31/10/2013 17h35

O setor audiovisual caminha para ganhar um grande reforço na cidade de São Paulo. Na manhã, desta quinta-feira (31), representantes das 3 esferas de governo, Federal, Estadual e Municipal, estiveram reunidos com pessoas ligadas a todos os elos da cadeia produtiva do audiovisual – produtores, diretores, empresários, cineclubistas, entre outros – para a cerimônia de envio do Projeto de Lei, para a câmara de vereadores de São Paulo, que cria a SPCine – Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo.

 

Na cerimônia estiveram, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, a vice-prefeita, Nádia Campeão, os secretários de cultura do Estado e da Cidade, Marcelo Araújo e Juca Ferreira, o diretor-presidente da ANCINE (Agência Nacional de Cinema), Manoel Rangel, e o presidente da Câmara dos Vereadores, José Américo.

 

Em sua fala, Marta ressaltou que a SPCine surge em um momento promissor para a cultura brasileira, em que o Vale-Cultura está começando a entrar em vigor, ampliando o mercado consumidor de cultura no Brasil. Também lembrou que, recentemente, Governo Federal, por meio do MinC, Estadual e Prefeitura assinaram acordos para investimentos em Pontos de Cultura na cidade e a adesão do Estado e do Município ao Sistema Nacional de Cultura que levará investimentos e planejamento para a cultura com 3 esferas de governo e a Sociedade Civil alinhadas.

 

A ministra destacou ainda, medidas de fomento ao audiovisual que o Ministério da Cultura tem adotado como a Lei 12.485/2011 – conhecida como Lei da TV Paga – que cria cotas para a produção nacional em canais de tv pagos; os investimentos por meio do Fundo Setorial do Audiovisual; o Programa Cinema Mais Perto de Você, realizado através da ANCINE; além dos editais que o MinC tem lançado para produtores e criadores negros, indígenas, mulheres e artistas da amazônia, por exemplo, que sempre reservam partes dos seus recursos para a produção audiovisual, entre outros.

União e diálogo

 

A união de Governo Federal, estadual e municipal em diálogo com o setor cultural, tal qual aconteceu na criação da SPCine, foi apontado por todos como um caminho para o crescimento das políticas públicas.

 

A SPCine nasce a partir das demandas identificadas em diálogos entre a Secretaria de Cultura do Município de São Paulo com o próprio setor de cinema e ganha o reforço do Governo Federal, por meio do MinC e Ancine, e do Governo Estadual.

 

O diretor de cinema, Hector Babenco (foto à esquerda), classificou a ampla participação de todos os setores envolvidos na criação da empresa como um “momento histórico”.

 

O produtor e diretor Fernando Meirelles (foto à direita) lembrou que São Paulo apresenta os maiores números de público de cinema, de salas de exibição, de produtoras, entre outros. Para ele, o pensamento de todas as áreas é fragmentado, “se fizermos um amálgama desde o cinema mais singelo, até o mais atuante, a SPCine vai se transformar em um empreendimento de muito sucesso.”

 

O governador Geraldo Alckmin também elogiou a participação das 3 esferas de governo na construção da SPCine e as recentes parcerias que o Estado tem feito com o MinC, principalmente, para a expansão dos Pontos de Cultura que, segundo ele “têm muita capilaridade no Estado”.

 

SPCine

A empresa atuará na coprodução e codistribuição, fortalecendo o circuito dos criadores e empresas produtoras de audiovisual na cidade. Será também uma importante articuladora da produção regional com diversos outros polos nacionais e internacionais, ampliando a rede de distribuição e exibição dos conteúdos e potencializando o seu consumo. Na visão da empresa está a criação de conteúdo para diversas plataformas, a desburocratização dos processos de produção para que produtoras optem por filmar em São Paulo e a promoção da imagem da cidade para o Brasil e o mundo.

 

A ministra Marta Suplicy ressaltou a importância do audiovisual como ferramenta de Soft Power, ainda destacou os benefícios de se investir no setor. Segundo ela, o audiovisual “gera grande estímulo ao desenvolvimento tecnológico, é uma indústria limpa, criativa, que gera muitos empregos e, o melhor: tem como resultado final, um produto Cultural.”

 

Para Marta, um dos grandes diferenciais da SPCine é que a empresa “vai induzir o desenvolvimento de toda a cadeia do audiovisual, pensando desde a formação de profissionais e a formulação de projetos até a colocação das obras no mercado”.

 

Audiovisual na periferia

 

Um dos objetivos da SPCine é levar a oferta de acesso aos conteúdos e de produção do audiovisual para a periferia da cidade.

 

Segundo Fernando Haddad, “a periferia já produz muito audiovisual, esse vai ser mais um estímulo”.

 

O prefeito paulistano ainda informou que os CEUs – escolas implementados na periferia da cidade, durante a gestão de Marta Suplicy quando prefeita de São Paulo, com amplos aparelhos culturais e esportivos – voltarão a ser utilizados como espaços de difusão cultural, tal qual acontecia na gestão de Marta. A ministra ainda chamou a atenção para o fato de que a linguagem audiovisual é muito comum entre os jovens que as fazem em seus celulares.

 

Tramitação da lei

 

O prefeito Fernando Haddad entregou o projeto de lei que institui a empresa em mãos do presidente da Câmara dos Vereadores, José Américo (foto à direita). Para Haddad, “a tramitação deve ser muito rápida”.

 

(Texto: Thiago Esperandio / Ascom MinC
Fotos: Luiz Murauskas)