Cinema

publicado: 14/07/2016 11h58, última modificação: 14/07/2016 11h58

Agência Nacional do Cinema – Ancine

 
Criada em 2001 pela Medida Provisória 2228-1, a ANCINE – Agência Nacional do Cinema é uma agência reguladora que tem como atribuições o fomento, a regulação e a fiscalização do mercado do cinema e do audiovisual no Brasil. É uma autarquia especial, vinculada desde 2003 ao Ministério da Cultura, com sede e foro no Distrito Federal e Escritório Central no Rio de Janeiro.
 
A ANCINE é administrada por uma diretoria colegiada aprovada pelo Senado e composta por um diretor-presidente e três diretores, todos com mandatos fixos, aos quais se subordinam cinco Superintendências: Análise de Mercado, Desenvolvimento Econômico, Fiscalização, Fomento e Registro, além das Secretarias Executiva, de Gestão Interna e de Políticas de Financiamento.
 
Além do seu Escritório Central, localizado no Centro do Rio de Janeiro, a ANCINE conta com mais dois escritórios regionais, sendo um em Brasília e outro em São Paulo.
 
A missão da ANCINE é desenvolver e regular o setor audiovisual em benefício da sociedade brasileira. Encerrado o ciclo de sua implementação e consolidação, a ANCINE enfrenta agora o desafio de aprimorar seus instrumentos regulatórios, atuando em todos os elos da cadeia produtiva do setor, incentivando o investimento privado, para que mais produtos audiovisuais nacionais e independentes sejam vistos por um número cada vez maior de brasileiros.
 
 

?

Cinema

Professor Lisandro Nogueira assume Cinemateca e diz que uma das prioridades é ouvir os cineastas

publicado: 04/11/2013 16h28, última modificação: 04/11/2013 16h28

A Cinemateca Brasileira já tem um novo diretor. É o professor Lisandro Nogueira, escolhido pela ministra Marta Suplicy, e membros do Conselho da Cinemateca. Empossado, o professor não escondeu a alegria, agradeceu pelo convite da ministra e disse que uma das prioridades é ouvir os cineastas: “Eu vou implantar aqui uma ideia que é agregar os cineastas no meio cinematográfico”, ressaltou Nogueira.

Nesta segunda-feira (4), seu primeiro dia de trabalho, Lisandro Nogueira participou de uma entrevista coletiva no auditório da sede da Cinemateca, e anunciou grandes mudanças. Uma delas é a contratação de mais 17 pessoas ainda para este ano. Os novos funcionários vão atuar na área administrativa e irão fazer parte do quadro da instituição por meio de um convênio entre o Ministério da cultura e o Ministério do Trabalho: “Ate o final do mês, eu vou ter dezessete funcionários administrativos, que já vão desempenhar o trabalho na área da administração”, disse.

Aos jornalistas, o diretor destacou o pleno funcionamento da Cinemateca. Sobre essa fase de transição, Lisandro afirmou que vai precisar de 40 dias para se inteirar da situação: “Eu preciso de um período para entrar na vida da Cinemateca, para entrar na vida do Minc com relação à Cinemateca, e tomar pé diante de todas essas situações”.

Lisandro Nogueira prometeu também manter as áreas técnicas da Cinemateca em funcionamento, que incluem preservação, restauração e exibição de filmes do acervo da instituição.

Durante a entrevista, o professor chamou a atenção da sociedade civil sobre a importância da preservação da Cinemateca. Para Nogueira, o país só pode ser considerado uma potência quando há grandes Bibliotecas e Cinematecas: “A sociedade civil precisa olhar para esse processo e apoiá-lo”.

Ele ressaltou ainda a existência de outros acervos no Brasil, além da importância de ampliação da Cinemateca Brasileira. Nogueira afirmou também que vai iniciar um estudo sobre a viabilidade de digitalização: “É uma questão complexa, é uma questão que tem um grande debate no mundo hoje sobre o que é a digitalização sobre a memória, a preservação, é um desafio que todas as Cinematecas do mundo têm, essa Cinemateca é uma das seis mais importantes do mundo”.

Sobre recursos para a Cinemateca, o professor disse que a prioridade na gestão da ministra Marta Suplicy é garantir novos investimentos para a instituição.  Para tratar do tema, Nogueira adiantou que já tem uma agenda de compromissos em Brasília ainda nesta semana.  

PERFIL

Professor de cinema na Universidade Federal de Goiás, Nogueira é mestre em Cinema e Televisão pela ECA/USP e doutor em Cinema e Jornalismo pela PUC/SP. Atualmente é professor de Cinema  na Universidade Federal de Goiás (UFG) e também consultor das mostras do Cine-UFG e do Festival Internacional de Cinema Ambiental  (FICA), além de crítico de Cinema da TV Anhanguera.

As atuações de Lisandro não param por ai. Ele teve uma forte atuação no movimento dos Cineclubes e tem sido responsável por diversos projetos relacionados ao Cinema. Escreveu o livro “O autor na televisão”, que resultou em projeto de pesquisa realizado na ECA/USP. Além disso, foi membro do Conselho da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema.   

Nogueira tem um currículo vasto. Ele criou e executou o projeto do Centro de Documentação e Informação das Organizações Jaime Câmara, assim como leva a frente do projeto “Café de Ideias”, em Goiânia, com o objetivo de debater temas contemporâneos no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Cinemateca Brasileira

A Cinemateca Brasileira é uma instituição vinculada à Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira.  A instituição desenvolve atividades em torno da difusão e da restauração de seu acervo, um dos maiores da América Latina. São cerca de 200 mil rolos de filmes, entre longas, curtas e cinejornais. Ela possui também um amplo acervo de documentos formado por livros, revistas, roteiros originais, fotografias e cartazes.

(Texto: Bruno Amorim / Ascom MinC)